(Vocês não sabem o prazer que é estar de volta...kkkkk)
Bitches, i'm coming back....
Hoje mais do que nunca senti vontade de escrever aqui, o tempo se passou e não saberia simplesmente fingir que aqui não aconteceu, não me salvou de enlouquecer, o incrível que nos últimos anos passava como uma visitante, assim como quem acompanhava há 15 anos atrás, pra ler sobre a antiga Roberta, o que ela pensava e achava do mundo, me divertia , confesso.
Eu sempre fui melhor com as palavras que com as ações, e não que não costume agir com o coração, mas não saberia dizer exatamente o que se passa comigo, o que minha mente tem processado intensamente, tanto que quando eu era tão jovem e até esse lance dúbio nas postagens as pessoas entendiam, existia uma curadoria presencial, meio que uma vernissage e logo após despejar aqui o que acontecia comigo, mesmo sem saber, na real tinha um redator na espreita ali, acompanhando em tempo real a construção do meu eu literário, se é que se pode falar dessa forma, sempre parecia muito pra mim, embora entendesse que era só uma forma de matar o tempo sendo uma pessoa LGBT e platônica, precisava pôr pra fora, destrinchar as aflições que ocorriam simultaneamente em nós todos, parecia o certo e coletivo de certa forma.
Após a vida adulta até apareci, postei, tentei copiar aquela pequena que falava dos seus anseios, e sempre detestei falar na terceira pessoa de mim mesma, por achar bizarro pra caramba e ter uma personalidade de narradora que fala na primeira pessoa e tudo mais, suspirando e tentando formular um texto minimamente digno de deixar, de não apagar ou salvar nos rascunhos, como boa leonina cada fã sempre importou sim, de verdade, engraçado falar em fãs como se tivesse, mas sinceramente, na minha cabeça meus amigos me admiravam, eles diziam e se importavam na verdade, sempre fui fã deles todos também, em algum momento tinha todos em prateleiras organizadas, do mais talentoso ao mais desastrado, isso meio que moldou minha personalidade, conviver com pessoas que admirava, que exaltava e queria que fosse muito feliz pra sempre, sem ego, sem competições, sabe...
Estaria mentindo se dissesse que hoje os vejo da mesma maneira, pois inconscientemente todos se foram, digo da minha vida, não de onde costuma-se guardar memórias e lembranças da juventude, mas dos meus dias posso afirmar que não estão mais aqui, nem se eu quisesse que estivessem, a gente desvencilhou, foi cada um pra um lado, muitas coisas aconteceram nos últimos anos, e não foi apenas o fato de ter mudado de cidade, porque na real, todos sabíamos que iria cada um pra um lado mesmo, que tudo que tivermos aproveitado terá valido a pena se tiver sido verdadeiro e intenso.
Sabe aqueles lances de filmes, nós assistíamos muitos, chorávamos em vários domingos , sofríamos no sofá vendo a vida de pessoas que nem eram reais, mas que emocionava bastante, quando paro pra lembrar disso tudo hoje parece real um filme, vejo o sofá, nós todos rindo compulsivamente, a fumaça subindo, os copos cheios e olhares por vezes vazios, nunca entendi como pessoas tão felizes eram tristes, talvez isso os tornasse fascinantes pra mim.
Cada um a sua maneira me despertava compaixão e tanto afeto, quanto não saberia quantificar ou definir qual era maior ou menos sincerto, tudo parecia que não ia mudar nunca, os anos passavam e todos permanecíamos iguais, como se o tempo não pudesse mudar nada, a vida acontecia lá fora e quando juntávamos ela permanecia intacta, até perceber que não mais, que aos poucos a minha imagem foi sumindo, os momentos talvez aconteciam e eu não tava mais lá, meu sorriso não acontecia na sala mais, nas fotos até parecia ter um espaço que eu ocuparia se estivesse.
Não sei exatamente onde tudo mudou, não foi só um episódio horripilante e tenebroso que descarrilhou o trem, acho que algo mais forte me tirou dos trilhos, que meio que me paralisou, a vida acontecia e eu não voltava mais lá, não contava mais tudo de incrível que estava acontecendo, cada alegria não foi compartilhada, o ciclo vicioso de incontáveis mensagens, ouso dizer que quando enviava SMS o mundo parecia mais normal, após as novas tecnologias chegarem não dei conta, não via graça em ter caracteres ilimitados. (risos)
É parece que a vida não espera, por mais previsível que tudo parecesse, sempre via como novidade cada coisa que não enviei, não mencionei ou especulei com alguns deles, todos sabiam exatamente o que mais queria pra minha vida e que consegui, mas aquela que não gostava de abraços, só queria abraçar no final de tudo, é até difícil falar de vulnerabilidades hoje, porque ficou parecendo que mudei completamente ao ponto de não me importar, deixei de parecer aquela que choraria quando deitasse no travesseiro, é doido pensar que me conhecer bastante com os anos levou a me desconhecer, não compreendo e nem irei, meio blasé ter um blog atualmente, todos sabem que tô pouco me lixando pra isso.
Então, quem me conhece sabe.....aloka kkkkkk , acreditaram que eu ia meter essa, JAMAIS.
Diria que pronta pra voltar, agora mais truckeira que nunca.
Beijos, saudosos...ou não , suas vagabundas. kkkkkkkkkk

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