5 août 2026

One day...

 

( Cartas sempre foram meu ponto fraco... )


Ultimamente o passado tem me visitado, esse ano surgiu diversas vezes diante dos meus olhos, talvez algumas  o tenha de fato buscado visitando meu museu particular, com tantas cartas, fotos, lembranças de dias que nem parecem que fazem uns 20 anos ou mais, os anos foram tão ágeis que não consegui acompanhar a velocidade, estava ocupada vivendo a minha vida corrida na grande Metrópole alencarina.
O tempo é cruel, comigo ele não conseguiu ser como gostaria, por eu ser mais rápida, por viver tão intensamente a ponto de não conseguir sequer me acompanhar, não somente os anos, mas os dias passaram rápido porque estava buscando o que todo mundo busca, alguns sem muito esforço, mas corri atrás da felicidade diversas vezes, ela deve ter me achado insistente talvez...rs
O mês passado foi bem intenso, refleti muito, escrevi muito, me magoei um pouco, me distraí e me desprendi de coisas, foi quando percebi que só fiz 2 mudanças de casa na vida e nelas perdi tanta coisa, a primeira me desfiz de quase tudo, a segunda o suficiente pra começar uma vida nova, e nessas mudanças de vida e de mim mesma pude percebi que mesmo sem alguns objetos, sem alguns guardados, outros descobri dia desses que não mais estavam onde deixei, agora entendo porque americanos são tão obcecadas em ter um espaço pra estocar suas coisas, hoje vejo que se tivesse esse tipo de lugar aquela camisa que ganhei talvez ainda estivesse no mesmo lugar (ainda que amarelada), alguns ursos do qual sou alérgica e tantos outros presentes que se foram e possuíam valor sentimental inestimável, eram coisas raras sabe, coisa que alguém te deu numa tarde no lugar favorito de vocês e etc, mas assim aprendi muito que deveria ter levado comigo pra onde fosse, ainda que numa caixa velha e que não coubesse onde quer que fosse, o passado a gente simplesmente não abandona por décadas e espera que ele permaneça intacto e vai embora,  um dia a saudade vai bater e você não o encontrará no presente.
Julho foi meu mês, antes achava esse lance de aniversário apenas um dia agradável para ganhar presentes, mas assustador demais pra celebrar a idade chegando, nunca foi algo totalmente confortável envelhecer, não é sobre as rugas e cabelos oxidados, não é sobre o peso do número ou como a vida tem sido ou evolução, cobranças, expectativas, não sei explicar, meu aniversário me apavorava, talvez seja uma ferida da infância, seja um trauma, seja porque era acordava com tanto amor pela minha mãe e era tão mimada nesse dia que ao crescer não tive mais isso, não fui mais acordada por ela, não tinha presente debaixo da cama, e só pra constar minha mãe está bem viva, graças as deusas, só que agora com o dia a dia e rotina nos vemos a noite.
Mas agora o meu dia se tornou oficialmente minha data, como essas de prefeitura, com um bolo brega e pessoas cantando e me deixando vermelha, acho que nunca vou ficar totalmente a vontade com esse lance de parabéns, mas aprendi que meu nascimento mudou o percurso de algumas vidas e que existem pessoas que comemoram permanecer comigo no decorrer dos anos, depois que entendi isso, tudo mudou, me sinto sortuda e lisonjeada quando pedem pra me ver na data, não curto comemorar depois, só quando realmente não consigo no dia, é meio que uma superstição.
Nesse novo ciclo espero que a volta ao sol seja mais lenta para aproveitar, mas se pesar que acelere de novo (rsrs), no dia senti uns minutos de tristeza que optei por ignorar, hoje não me obrigo a pensar em determinadas coisas, se elas me perturbam tento abster, não há o que possamos fazer sobre certas coisas e não podemos controlar tudo, o que foge de nosso controle descontrolado está, e tá tudo certo.
Antes até tinha tempo para pensar em coisas que não importam, me deixava bem  ansiosa e depressiva, mas não somente o fator tempo, mas prioridade mesmo, priorizo o que contribui para que minha vida seja boa, que soma e tem resultado positivo, não há espaço para o negativo, nem se quisesse, convivo com alguém que jura que é negativa, mas ela me ensinou sobre ser positiva em cada amanhecer, ela modificou até um pouco do meu córtex, sabe aquelas pessoas que você sorri mesmo estando na merda, ela é esse tipo de gente, que alegra qualquer ambiente, antes seu tom de voz me assustava, gostava de pessoas que falavam baixinho, tímidas como eu, mas ela é extraordinária e surpreendente, se fosse falar no quanto ela modificou a minha vida com cada bom dia entusiasmado e aquela alegria irritante matinal isso viraria sobre ela facilmente.
Encontrei alguém que nunca me fez duvidar do meu valor, mesmo diante de tudo que passamos e tudo que vivi até conquistar esse coração, tinha uma visão distorcida de não merecimento, por reconhecer nela tudo que buscava, era como um sonho, tudo que você quer em alguém essa pessoa estranhamente possui, e não de maneira óbvia pois meus pré-requisitos eram altos, sempre fui bem exigente, então não vou me alongar, mas ela é nota 11, e enxergando a bondade e o amor posso afirmar que estou cada dia mais lúcida e consciente do que mereço, mas foi uma longa jornada de auto conhecimento.
Passou metade do ano e sinto que as estações não mudaram ainda, as cores das folhas permanecem as mesmas, estão nascendo as mesmas frutas, não sei se alguém entende, meus raciocínios nada lógicos.
Enfim, nesse ano escrevi tanto e olhei tanto pra dentro de mim, minha saúde mental se tornou uma prioridade, quando se está ficando mais experiente você passa a se importar, não é mais algo que você consiga brincar, que vira meme, ou você cuida da sua cabecinha ou os divertidamente fazem uma festa bem loucona na sua mente.
Espero que até dezembro as reflexões sejam outras, pois estou largando um pouco certos pensamentos intrusivos, buscando desenvolver mais ainda o intelecto, ler mais, o que de fato me tornei uma vagabunda (KKK), lia tanto na minha vida e hoje livros novos e sequer consigo ler dois ao mesmo tempo, to lutando pra fazer leituras inteiras de livros, mas meus hiperfocos são tão variados e tantos assuntos e abas abertas na cabeça, estudo do nada matemática, do nada estou fazendo atividades de ortografia, lendo emails antigos com uma vergonha absurda embora meu português não fosse deprimente, sempre tive muitos vícios de linguagem e cada dia me assusto com a época emo onde escrevia estranho e vergonhosamente , ainnn não, da Roberta adolescente se fosse tirar algo nem seriam os tictacs de mechas de cabelo, seriam com certeza a linguagem de emuxinha rs, que mico, pior que isso foi perceber hoje que estava enviando emails sem estarem justificados ou alinhados, jurava que iam como enviava pelo celular, mas estavam uma bagunça só, e me senti menos formal, juroooo.

Saudade de postar aqui pra ninguém, é terapêutico, antes tinham alguns curiosos, mas não envio o link pra ninguém mais, prefiro ficar aqui enlouquecendo sozinha. rs


Beijos nostálgicos. :*





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