14 mai 2026

 

Tantos anos aparecendo por aqui furtivamente, como fantasmas da vida adulta....

(Uma foto alegre para um mês incrível)

Até os fãs sumiram, eu mesma não viria, mas me senti obrigada por alguma força maior.

Sempre escrevi sobre a complexidade que julgo as pessoas, seres tão incríveis, mas esquisitos em suas essências, se não fossem excêntricos talvez meu olhar nunca pousaria neles.

Vivi uma vida de muito amor, amores, de anjos e seres angelicais, de pessoas bobas e bestas, de pessoas essas que ficaram, outras só permaneceram, umas se foram, outras já não sei onde andam, e assim a vida quando você passa da casa dos 30, você conta nos dedos os que ficaram da adolescência, da escola, as pessoas mais recentes ocupam espaços que eram negligenciados, os novos amigos se tornam inseparáveis, e assim a vida, sempre se renovando, obviamente que deixei uns poucos e bons amigos, pois não teria como conviver apenas com quem me conheceu mais recentemente, tenho camadas demais , preciso de gente que me viu no casulo, que sabe de minhas transformações, quantas vezes fugi de mim para retornar pra mim mesma.

Existem pessoas hoje que nunca mais me viram, e outras que certamente nunca mais me verão, porque sou assim como uma sombra, furtiva, como um líquido que se esvai, como uma fragrância que não permanece tanto tempo após borrifada, sou como fumaça, um veneno,  sou como líquido que escorre no inverno e evapora após a primavera.

Sou dessas que nunca quer, mas quase sempre após ir quer ficar, sou daquelas que quando não deseja estar simplesmente se vai, sem meios termos, sem despedidas demoradas, apenas sumo como uma alma que vagava perdida e encontrou seu rumo.

Um ser humano que perde o acesso a mim perde algo ? Não seria presunçosa a falar que perdeu muito, nem sei exatamente o que teria perdido, mas ouso dizer por tantas vezes que o sorriso frouxo, desses largos de rasgar os cantos da boca, como se outras pessoas no mundo não arrancassem risadas, mas meus caros, a forma como os faço rir, duvido um pouco e não muito que outrem consiga numa intensidade similar, como leonina que sou e boa palhaça não adepta da palhaçaria, uma pessoa que zomba, que tira qualquer pessoa, que responde em frações de segundos, assim me julgam, assim aprendi a ser vista, assim me entendi como ser humano, ou alienígena, nem sei mais.

Aprendi tão cedo a arte de rir das desgraças, pois não foram poucas, como sobreviveria sem rir, já teria enlouquecido talvez, sem ver graça em tudo e perder a graça do nada, fui vivendo uma vida um tanto dolorida e acentuada, não nasci pra viver o monótono, já até pedi aos céus um pouco de chatice, de marasmo, enquanto me recuperei de algum baque.

Nem tive a sorte de amores tranquilos, os maiores que tive doeram do início ao fim, quando penso em intensidade cinematográfica, dramas, choros e toda a narrativa teatral do amor, posso afirmar que vivi em sua integralidade, pessoas completamente diferentes, mas já tive um padrão até conhecer o amor sólido, que trouxe paz e calmaria, passarinhos cantando aos domingos, mas nem sempre foi assim.

Não vou me estender sobre assuntos do coração, minha ascendência me faria chorar. 


Mais uma vez aqui, por mim , pra mim e pra ninguém.


beijos direto de fortal city ;*








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